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É com muita alegria que estamos apresentando
a Revista Educação Especial n. 24/2004.
Neste número, assim como no anterior, tivemos
o apoio da CAPES, através do PROESP/CAPES/MEC-2004-2008,
entidade do Governo Brasileiro voltada para a
Formação de Recursos Humanos.
Fazem parte dessa publicação onze
artigos sobre temáticas diversas relacionadas
à educação/educação
especial.
O primeiro artigo “O direito a educação:
os desafios da diversidade social” de Antônio
Carlos do Nascimento Osório e Alda Maria
do Nascimento Osório, discute o direito
a inclusão frente a diversidade social,
tendo como foco “a institucionalidade dos
poderes”, “a ordem do discurso”
e “as práticas pedagógicas”.
Constatam-se expectativas de mudanças,
acordos e pactos dentro de uma razão política.
Maria Amélia Almeida é autora do
artigo “Formação do professor
para a educação especial: história,
legislação e competências”.
O texto tem como objetivo realizar um breve histórico
sobre a formação de professores
para a educação especial além
de apresentar as competências que devem
ser contempladas nos cursos de formação
de professores para a educação especial
no Brasil e as competências estabelecidas
pelo CEC/USA.
No artigo “Orientação familiar
como estratégia facilitadora do desenvolvimento
e inclusão de pessoas com necessidades
especiais” Rosana Glat e Márcia Denise
Pletsch abordam esse tema e propõem uma
reflexão sobre as transformações
e adaptações que uma família
passa com a chegada de um filho com necessidades
especiais. O texto apresenta ainda, pesquisa destacando
a importância do trabalho de orientação,
fortalecimento e flexibilização
das relações familiares para o desenvolvimento
e inclusão de pessoas com necessidades
especiais.
No
texto: “Por uma educação inclusiva
para portadores de deficiência visual: um
novo olhar”, Andréa Feller Golin
e Lia Caetano Bastos analisam a situação
educacional dos portadores de deficiência
visual residentes em Florianópolis; evidenciando
as dificuldades, os obstáculos e as medidas
necessárias para facilitar e proporcionar
o processo de inclusão dos alunos que integram
a Associação Catarinense para integração
do cego.
Elisane Maria Rampelotto, autora do artigo: “A
invenção da educação
especial” traça um panorama mostrando
como se institucionalizou a educação
especial em um contexto geral de educação
e, depois, como a pedagogia específica
no Brasil e na Universidade Federal de Santa Maria/RS.
Em “Práticas educativas para o ensino
de biossegurança: uma experiência
com alunos surdos”, Marco Antonio Ferreira
da Costa e Maria de Fátima Barrozo da Costa
relatam a experiência desenvolvida em um
curso básico de biossegurança para
alunos surdos, realizado no Centro Federal de
Educação Tecnologia (FEFET-RJ) no
ano de 2003, visando incentivar pesquisas e ações
políticas voltadas para a inclusão
de pessoas que ainda não estão inseridas
nos processos produtivos da sociedade.
Relma Urel Carbone Carneiro, apresenta no artigo
“O desenvolvimento da noção
temporal em crianças deficientes auditivas”,
o processo de construção da categoria
tempo, fundamental para a organização
do real, na criança deficiente auditiva
comparando com crianças ouvintes.
O
artigo “Educação de surdos
no ensino regular: inclusão ou segregação?”,
de Ana Dorziat oferece subsídios para um
olhar diferenciado sobre a questão da inclusão
dos surdos no ensino regular, propondo uma superação
à discussão técnica que permeia
as políticas públicas que tratam
sobre o assunto inserindo-a numa visão
político-pedagógica.
Soraia Napoleão Freitas e Sinara Pollom
Zardo apresentam o texto “Literatura infantil
e pessoas com necessidades educacionais especiais:
estratégias e ações pedagógicas
em discussão” ; com o objetivo de
apontar a literatura infantil como uma ferramenta
possibilitadora de conhecimento e subsídio
para trabalhar com questões pertinentes
a sentimentos, diferenças e emoções,
explorando-a enquanto forma de arte e expressão.
Evandir Bueno Barasuol e Maria Inês Naujorks,
propõem uma discussão a partir de
alguns recortes do referencial teórico
construído até o momento e apontam
para a urgência de estudos que possibilitem
resgatar no professor o desejo de continuar buscando
seu ideal “com prazer ... sem sofrimento
... sem desistir” palavras das autoras.
Encerrando esta revista, o texto de Téoura
Benetti apresenta reflexões sobre o Ensino
da Arte e a Construção da identidade.
A discussão está centrada na construção
da identidade, analisada em dois focos: a necessidade
da construção da identidade de forma
crítica e as possibilidades identitárias
que podem ser oportunizadas através do
Ensino da Arte.
Esperamos que os nossos leitores tenham um bom
aproveitamento do material publicado neste número.
Visitem o nosso site: <http://www.ufsm.br/ce/revista>
Soraia Napoleão Freitas
Presidente da Comissão Editorial |