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Diante do contexto atual, emerge a necessidade
deampliar as discussões que envolvam a
educação inclusiva e a elaboração
de alternativas políticas e pedagógicas
que primem pela qualidade da educação.
A edição 27 da Revista Especial
parte do pressuposto que a divulgação
de artigos científicos constituem uma possibilidade
dos professores repensar a sua prática
pedagógica, e em consequência promover
mudanças de concepções em
relação ao respeito ás disferença.
O primeiro artigo, A formação do
indivíduo com deficiência pela educação
e pelo trabalho, de Valdelúcia Alves da
costa, ressalta a importância da educação
e do trabalho na formação do indivíduo
com deficiência. Aborda a questão
da indústria cultural e a educação
na sociedade contemporânea, realizando uma
crítica aos modelos instituídos
que visam predominantemente a adaptação
dos indivíduos deficientes, e não
sua emancipação.
A seguir o artigo Isenção de Tributos
Estaduais para aquisição de veículo
automotor para portador(es) de deficiência(s):
Proposta de um novo olhar e nova redação
sobre a legislação vigente no RS,
de autoria de Sérgio Carvalho e Thanon
Allebrand Carvalho apresenta como objetivo propor
um novo olhar sobre a legislação
estadual que trata de isenções fiscais
para aquisição de veículo
automotor para portador de deficiência.
O artigo lança uma crítica ao estado
gaúcho por acreditar que este fere os direitos
individuais do cidadão e contraria frontalmente
a constituição estadual.
Renata Corcini Carvalho e Maria Inês Naujorks,
apresentam Representações sociais:
dos modelos de deficiência a leitura de
paradigmas educacionais. Este artigo é
decorrente de uma dissertação de
mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação
em Educação Especial da UFSM, que
buscou verificar as representações
sociais de deficiência que constam nas normas
complementares estaduais, específicas à
Educação Especial, vigentes na Região
Sul do Brasil, ampliando a elucidação
dos paradigmas educacionais desses documentos.
No artigo A atenção ao aluno que
se destaca por um potencial superior, de Eunice
M. L. de Alencar e Denise de Souza Fleith, ressalta
um interesse crescente em entender às necessidades
educacionais e psicológicas de alunos que
apresentam um potencial superior, obervado no
diversos países. Discute a importância
de se investir na educação do superdotado
e apresenta as principais barreiras ao desenvolvimento
de práticas educacionais voltadas para
os alunos com potencial superior.
Cynthia Garcia Oliveira e Alexandra Ayach Anache
são autoras do artigo A identificação
e o encaminhamento dos alunos com Altas Habilidades/Superdotação
em Campo Grande – MS. Consiste um estudo
exploratório sobre as propostas de identificação
e encaminhamento de alunos que participavam do
Núcleo de Inclusão desta cidade.
À luz do referencial sócio-histórico,
as autoras constatam que há dificuldades
para eleger critérios de identificação
da pessoa superdotada.
A educação superior constitui um
meio para a produção do conhecimento
e a universidade é um lugar onde os valores
e práticas da educação inclusiva
precisam ser vivenciadas. Com esta temática
Denise Molon Castanho e Soraia Napoleão
Freitas apresentam o artigo: Inclusão e
prática docente no ensino superior. As
práticas docentes exigem preparo do profissional
ao tratar de alunos com necessidades educacionais
especiais e o projeto de organização
universitária deve implementar ações-políticas
públicas favorecendo uma educação
inclusiva a esses estudantes.
De autoria de Janaína Cardoso Costa e Sheila
Gemelli de Oliveira apresenta, o artigo intitulado
Os principais obstáculos para a integração
dos portadores de necessidades especiais nas escolas
da Rede Pública Estadual da cidade de Passo
Fundo. O artigo objetiva observar se as instituições
da rede estadual de ensino da cidade de Passo
Fundo/RS estão adaptadas para atenderem
as necessidades dos portadores de deficiência
física. Considerando que existe uma lei
que estabelece normas e critérios básicos
para que se promova o acesso às pessoas
portadoras de deficiências ou com mobilidade
reduzida, constatou-se que esta não está
sendo cumprida, gerando ainda mais exclusão.
Estimulação Essencial em crianças
com necessidades especiais de zero à três
anos é o artigo de autoria de Tania Maria
Zancanaro Pieczkowski, Abegair Farias de Lima
e Tatiane Ruhoft. Este aborda a importância
de programas de Estimulação Essencial
para o desenvolvimento de crianças com
necessidades especiais. O estudo constata que
ao propiciar subsídios para estimular os
filhos aumenta a auto-estima dos pais que passam
a perceber as crianças a partir de suas
capacidades e não pelas suas limitações.
O artigo A instituição família
e sua relação com a deficiência
de autoria de Mina Regen, apresenta alguns conceitos
de família, suas funções
básicas e sua importância na formação
de nossa personalidade, como primeira célula
social a que pertencemos. Trata ainda, do impacto
que a família sofre com o nascimento de
uma criança com deficiência, as reações
mais freqüentes e as fases pelas quais os
pais passam em seu processo de compreensão,
adaptação e aceitação
desse filho diferente.
Vantoir Roberto Brancher, Neoclesia Chenet e Valeska
Fortes de Oliveira são autores do artigo
intitulado O lúdico na aprendizagem infantil.
O estudo surgiu a partir de discussões
e vivências pedagógicas desenvolvidas
por um grupo de pesquisa da UFSM, cujo foco primordial
foram as práticas e temáticas lúdicas.
Aprendizagem: explicações para as
dificuldades é um artigo que apresenta
alguns resultados encontrados pela pesquisa educacional
que objetivou oferecer explicações
sobre as dificuldades de aprendizagem, escrito
por Reinoldo Marquezan. O estudo contextualiza
a aprendizagem na conjuntura da sociedade da informação
e comenta sobre a construção de
conhecimentos.
Por fim, o artigo O processo de inclusão
de acadêmicos com necessidades educacionais
especiais na Universidade Federal de Santa Maria,
de Renata Vaz Pacheco e Fabiane Adela Tonetto
Costas, apresenta resultados de uma pesquisa acerca
do processo de inclusão, destinados aos
coordenadores dos cursos de graduação
da UFSM. O estudo comprovou que nesta instituição
o processo de inclusão encontra-se em uma
fase inicial, visto que não existe uma
política institucional para orientar a
efetivação do mesmo.
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