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Esta edição veicula uma coletânea
de textos reunidos em torno de temáticas
relacionadas à Educação Especial.
Tal domínio encontra razões na relevância
que o paradigma da inclusão representa
no âmbito acadêmico – na produção
e disseminação do conhecimento –
e no âmbito da prática educativa
– nas relações implementadas
junto aos sujeitos da ação inclusiva.
O conjunto de textos identificados com o objeto
educação especial conserva entre
si particularidades que os aproximam, mas, ao
mesmo tempo, mantêm uma especificidade de
enfoques que os distancia e os diferencia. Isso
talvez possa ser uma evidência de que a
Educação Especial não é
uma área fechada e com um foco de visão
limitado. A Educação Especial parece
constituir-se em um espaço próprio
onde circulam idéias, cruzam experiências
num permanente movimento de passagem e dispersão
de saberes e fazeres.
A Constituição Federal de 1988 e
a Constituição Mineira de 1989,
são documentos referenciais, entre outros,
analisados, onde Warlley Ferreira Sahb, detecta
e aponta avanços com relação
à Educação Especial, principalmente
na Constituição do Estado de Minas
Gerais, que apesar de respeitar os preceitos Constitucionais
goza de uma autonomia administrativa.
Zenita Guenther, expõe uma visão
geral do conhecimento existente sobre reconhecimento
e localização de potencial, dotação
e talento em escolares, detalhando pontos básicos
de uma metodologia utilizada pelo CEDET –
Centro para Desenvolvimento do Potencial e Talento,
de Lavras/MG.
O viés político e educacional é
assunto abordado por Larice B. Germani, Mara R.
N. da Costa, Nara J. W. Vieira, na Proposta de
política Pública Educacional para
os Alunos com Altas Habilidades/Superdotação
no Estado do Rio Grande do Sul.
Denise de Souza Fleith, discute, no seu texto,
a importância da criatividade no desenvolvimento
de Altas Habilidades/Superdotação,
desmistificando a superdotação como
sinônimo de QI alto.
O aprofundamento das relações existentes
entre o desenvolvimento humano adulto, entendido
como um desenvolvimento para toda a vida; a superdotação,
entendida como característica do ser humano,
é o que encontramos no texto de Juan José
Mouriño Mosquera e Claus Dieter Stobäus.
Memória em dislexia do desenvolvimento
e surdez congênita: Comparando arquiteturas
cognitivas, é o assunto que nos trazem
Fernando C. Capovilla e Alessandra G. S. Capovilla.
Abordando o tema da comunicação
entre família ouvinte, filho surdo, escola
para surdos e sua influência no desenvolvimento
e aprendizagem do sujeito surdo; Vera Lúcia
Marostega e Angela Nediane dos Santos, realizaram
um estudo que teve como base teórica o
enfoque Sócio-antropológico da surdez,
com algumas contribuições dos Estudos
Culturais.
Graciela Ormezzano, no seu texto, “A linguagem
visual na Educação Especial”,
apresenta algumas contribuições
que a linguagem visual traz à Educação
Especial para o fazer profissional do educador.
O enfoque psicopedagógico na relação
família e escola é assunto do qual
se envolve Reinoldo Marquezan.
Karina S. Molon e Luciane N. Smeha, relatam a
troca de experiência entre irmãos
de pessoas com necessidades especiais, participantes
de um grupo de ajuda mútua, no manejo de
seus sentimentos, no auxílio a seus familiares
e no encontro de novas alternativas para lidar
com as diferenças.
Com a proposta de criação de um
“espaço” onde docentes possam
perceber e entender seus sentimentos e angústias
relacionados às pessoas deficientes, Taciano
Luiz Coimbra Domingues e Mariana Rosa Cavalli,
discutem a oferta e a demanda de cursos de atualização
e capacitação para o atendimento
a essas pessoas.
Anselmo Barce Furini, analisa o processo de inclusão
na escola regular, num “panorama de percepções”;
envolvendo crianças com necessidades educativas
especiais, família e educadores.
A compreensão dos aspectos sociais, cognitivos
e afetivos de pessoas com deficiência mental,
por meio da análise da estrutura e conteúdo
dos seus discursos; Camila M. Vieira, Mariana
P. Cordeiro, Renata Scopini e Solange L. Ferreira,
concluíram “Nossa sociedade necessita
de estudos que se preocupem com a construção
da criticidade e autonomia de pessoas com deficiência
mental”.
A produção de conhecimento em Educação
Especial tem sido um tema enfocado por pesquisadores
da área. Eduardo José Manzini, com
bolsistas de iniciação científica:
Vanessa Cristina Paulino, Priscila Moreira Corrêa,
Michele Oliveira da Silva e Mara Aparecida de
Castilho Lopes; analisaram Dissertações
e Teses em Educação Especial Produzidas
no Programa de Pós – Graduação
da UNESP – Marília (1993-2004), concluindo
que o estudo implementado reveste-se de importância
para a área de Educação Especial
ao apresentar a produção de um Programa
de Pós-Graduação.
Os textos que compõem este número
foram escritos por pesquisadores que têm
vivências culturais diferenciadas e estão
impregnados por diferentes marcas teóricas.
Esses diversos enfoques, enriquecem as reflexões
e apresentam novos desafios para que se possa
pensar e compartilhar no sentido de transformar
e ampliar conhecimentos.
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