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BREVE ENSAIO SOBRE O CONCEITO DE INTERDISCIPLINARIDADE E A NOÇÃO DE "TOTALIDADE" EM PAULO FREIRE

Humberto Calloni
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Este ensaio tem por objetivo contribuir para uma reflexão acerca do entendimento das noções de Interdisciplinaridade e totalidade presentes no conjunto das obras de Paulo Freire, onde também se destaca a noção de "retotalização". Não é minha pretensão realizar um estudo sistemático ou cronológico em que os referidos termos comparecem na obra freireana, mas discuti-los a partir de um registro pontual presente no diálogo entre Paulo Freire e Adriano Nogueira, ainda que eu me reporte também a outras obras de Freire. O meu interesse, talvez ambicioso, é procurar articular hermeneuticamente os dois conceitos fundamentais e caros a Paulo Freire para compreendê-los enquanto momentos constitutivos e decisivos da dimensão político-filosófico-pedagógica presente na concepção freireana de educação, onde a leitura do real não pode se dar isolada ou fragmentadamente, uma vez que este assume conotações diferenciadas a partir das diversas experiências sócio-histórico-culturais que, por sua vez, definem as múltiplas esferas de "realidades" em que o ser humano realiza o seu projeto existencial e onde a Educação assume um compromisso decisivo para a consolidação de valores que dignifiquem o ser humano e as manifestações da vida como um todo.

Palavras Chave: Interdisciplinaridade; Noção; Paulo Freire.


Introdução

Não se trata, por outro lado, de um estudo que vise a explorar as ambigüidades presentes às noções amplas acerca da interdisciplinaridade e totalidade, mas, insisto, de uma focalização teórica muito particular, ou seja, no contexto específico em que Paulo Freire se refere àquelas noções. Além disso, este ensaio não se pretende conclusivo, antes pelo contrário: o seu caráter pontual e a brevidade com que é explorada uma temática de tamanha complexidade teórica, restringe qualquer ousadia que fuja ao seu propósito requerendo, antes, outras vozes, reflexões outras que possam se somadas para um melhor acolhimento hermenêutico.

1) ID e Totalidade

No livro "Contribuições da Interdisciplinaridade: para a ciência, para a educação, para o trabalho sindical" , à página 23, Paulo Freire, respondendo a Adriano Nogueira, assim se expressa, ao refletir acerca do seu entendimento em relação à interdisciplinaridade:

"Pois veja, meu amigo, além da eficácia reflexiva destas etnias, temos aí mais uma outra evidência de que o Real é, enquanto Real, uma totalidade transdisciplinar. E só é apreendido em retotalizações. A inter(ou trans)disciplinaridade é demanda da Natureza e da Realidade do Mundo. É como se ela dissesse: 'vocês, Humanos, podem conhecer-me mas, para ajudá-los, eu vou logo dizendo que só me conhecerão com a condição de correlacionarem dialogicamente as múltiplas partes ou tendências que são necessárias a vocês'; A transdisciplinaridade, então, foi uma descoberta do Ser Humano, descoberta necessária. Necessária para quê? Para lidar com outra necessidade anteriormente descoberta: ela veio para lidar (retotalizando) com a necessidade da análise, que particulariza aspectos do Real."

Esta afirmação de Paulo Freire, em continuidade ao diálogo com Adriano Nogueira, nos oferece algumas pistas importantes para a compreensão do seu entendimento acerca da Interdisciplinaridade. Gostaria de destacar e analisar, para posteriormente formar uma síntese, as seguintes compreensões extraídas da citação acima, a qual será o mote da diretriz deste ensaio:

· "O Real é, enquanto Real, uma totalidade transdisciplinar";
· [O real] "só é apreendido em retotalizações";
· "A Realidade do Mundo" só será conhecida na condição de correlacionar "dialogicamente as múltiplas partes" que a compõe;
· "A inter (ou trans) disciplinaridade é demanda da Natureza;
· " A transdisciplinaridade (...) foi uma descoberta necessária do Ser Humano;

A transdisciplinaridade foi uma descoberta necessária do Ser Humano a fim de "lidar com outra necessidade anteriormente descoberta": "ela veio para lidar (retotalizando) com a necessidade da análise, que particulariza aspectos do Real.

O primeiro aspecto que eu gostaria de destacar em relação ao conceito de ID, em Paulo Freire, é a imediata relação entre ID e Realidade enquanto Totalidade. Embora Freire utilize os conceitos Inter e Transdisciplinares de maneira "alternante", isto é, aparentemente conferindo a ambas um estatuto qualificado para atender às demandas do entendimento acerca do real, o certo é que Paulo Freire, como se observa, enfatiza, com maior freqüência, o termo transdisciplinar, mas nada indica que Freire faça qualquer distinção entre TD e ID enquanto conceitos operadores para a compreensão do todo. Segundo o meu juízo é possível, pois, depreender uma unidade de concepção entre ID e TD enquanto o diálogo que se estabeleceria tanto "entre" as disciplinas (ciências) quanto o diálogo "além" das disciplinas ou ciências, isto é, numa síntese que abarcasse o complexo conjunto dos conhecimentos reféns dos setores particulares do real.

A compreensão da realidade que nos é proporcionada pelas ciências particulares possuem, segundo Freire, um grau de totalidade naquilo mesmo a que elas se propõem a conhecer. Ou seja, cada disciplina científica normatiza sua compreensão do real a partir daquilo que o objeto de sua análise informa a respeito de sua especificidade ao longo do processo histórico e na exata medida da "curiosidade" do investigador; seus métodos, suas crenças, seus anelos políticos e sociais, enfim, seus valores e sentidos de vida .

Sendo assim, torna-se eminentemente necessária a dialogicidade entre as diversas esferas (disciplinas) do saber. Este recurso epistemológico não deriva, segundo Freire, de uma simples necessidade de aferição da verdade, mas de uma demanda imanente à atividade mesma do conhecimento que tem um compromisso com a complexidade do real ou com a "demanda" da Natureza, que não se oferece docilmente ao desvelamento de suas características em si mesmas. E mesmo que a "coisa-em-si" seja passível de conhecimento em seu nível estrutural (sabemos, por exemplo, que o cloro e o sócio formam o sal de cozinha), o "sentido" de sua existência real ainda foge à conformidade da racionalidade "instrumental". Daí que a realidade não pode ser objeto de entendimento estanque, compartimentado, circunscrito, fechado. A realidade solicita, para o seu conhecimento, o entendimento de sua totalidade.

Retotalizar as apreensões acerca do conhecimento científico da realidade não implica um procedimento "totalitário", "fechado", arbitrário ou epistemologicamente dogmático. Nada mais contrário ao pensamento freireano do que o autoritarismo ou a demarcação de fronteiras rígidas. Retotalizar o conhecimento parcelado não significa, pois, um domínio pleno e absoluto do próprio conhecimento do real, pois a qualidade permanentemente dinâmica e polivalente da realidade não nos oferece um porto seguro onde poderíamos surpreendê-la em sua totalidade. Neste sentido, retotalizar o conhecimento é, antes, compreendermos as íntimas relações que se constituem e reconstituem entre as partes e o todo e onde a noção de totalidade torna-se sempre provisória, na medida mesma em que esta se redefine no tempo e espaço históricos da práxis humana e sua atividade hermenêutica. Retotalizar, portanto, é o esforço necessário de apreensão do real no movimento mesmo das múltiplas facetas da realidade que se se gestam nas formas de interferência humana no mundo e na vida (práxis) num processo de construção de sentidos e significados que mobiliza a nossa apreensão do real.

/É por isso que a Realidade do Mundo, para Freire, só é conhecível a partir da articulação dialógica com o conjunto de elementos que constituem os diversos aspectos da realidade. Neste sentido, a realidade não se deixa apreender apenas pelas ciências e seu disciplinamento, mas também e principalmente pelas características instrínsecas do ser humano e dos fenômenos da natureza. Eis que o afeto, a amorosidade, a bondade, o amor, a solidariedade não são fenômenos que comparecem nos frios cálculos estatísticos da sociometria ou das reações físicas dos experimentos científicos reduzidos às especificações técnicas e seus ramos científicos. O real integra necessariamente as emoções com que a natureza se expressa em sua diversificada forma e, notadamente, no ser humano, onde a natureza se realiza como cultura, a dialógica razão/emoção é o movimento do próprio real que não se deixa apreender somente em sua dimensão racional, mas que pode/deve ser percebido a partir mesmo dessa constituição dual da realidade humana como condição indispensável para que o ser humano, enquanto cientista, pesquisador, intelectual, etc., possa construir e reconstruir uma compreensão do todo dinâmico sem olvidar das características emocionais (paixão, sentimentos, afetos, desejos, etc.) que emprestam ao ser humano as suas grandes virtudes e os seus vícios.

Por outro lado, ainda que Paulo Freire insista, no texto acima referido, em dizer da importância da transdisciplinaridade, parece que o educador cuida para não secundarizar a ID enquanto diálogo que pode e deve ser estabelecido entre as ciências para que suas fronteiras, seus confinamentos em relativas certezas metodológicas possam rearticular-se dialogicamente, exatamente porque, se cada disciplina representa uma determinada "totalização" do saber, o certo é que essa totalização jamais é alcançada em sua plenitude, não somente pela própria dinâmica do real (seu permanente movimento, seu devir e sua característica fluida a um só momento), que não se deixa apreender isoladamente, mas também porque sua interpretação sempre dependerá do sujeito que o interroga.

Assim, Paulo Freire mantém a noção de disciplina enquanto estrutura de análise própria do pensamento analítico que atenda as demandas do conhecimento parcelados do real mas, fica claro, também, que a realidade mesma só poderá ser apreendida na medida em que cada disciplina se relacione com as demais a fim de que a compreensão do real não se configure direcionada por procedimentos metodológicos específicos de cada uma (fragmentos do real), portanto, abrindo-se a um diálogo contínuo entre si na atitude de quem sabe que o movimento do real se desvela numa "totalidade em construção". Daí a necessária providência de "retotalização " dos saberes em torno do real, pois sua dinamicidade ontológica não permite sua compreensão isoladamente .

A partir do entendimento dessa "dinamicidade ontológica" do real é que se torna possível compreender a importância da noção de "totalidade em construção" e, consequentemente, da providência de "retotalização" dos conhecimentos, dos saberes inscritos nas diversas disciplinas. Consequentemente, é possível compreender a importância da interdisciplinaridade como uma atitude epistemológica adequada para o resgate permanente do real.

Entendo por "dinamicidade ontológica" do real a qualidade inerente aos fenômenos vitais onde a noção de realidade se expressa. Trata-se do movimento, da mutação, da transformação, da modificação, dos arranjos contínuos e permanentes, quer dizer, dos enredamentos, das relações, dos encontros, das ligações, aparecimentos e desaparecimentos, de "ordem/desordem/interação/organização" (Morin) que configuram o caráter dinâmico ontológico do real. Mas é na organização da vida que a dinamicidade própria do real se expressa, seja em forma de natureza ou de consciência que a capta, interpreta e atua (práxis). O real, portanto, ao se configurar expressão vital genérica torna-se, por sua vez, ocultado nos fenômenos mesmos que anuncia. Quer dizer, o real "só pode" ser apreendido como elemento constitutivo da vida e não seu promotor. Essa noção de dinamicidade ontológica do real pretende traduzir o que Paulo Freire denomina de "inacabamento" ou "inconclusão" em seu sentido genérico. "Na verdade", escreve Freire, "o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento" (Freire, P. Pedag. da Autonomia:55).

Não há dúvida de que Paulo Freire refere-se a um inacabamento ou a uma inconclusão num sentido ontológico da realidade vital que se manifesta fenomenicamente. Significa dizer que a inconclusão é própria da essência da vida. A inconclusão faz parte do ser onde a vida se expressa sendo, portanto, por este ser expressada. Ora, se a vida é, segundo Freire, inconclusa, inacabada, a realidade que a informa, por sua vez, é, igualmente, um real inacabado e inconcluso. Embora os fenômenos vitais possam ter uma aparente densidade, conformidade, acabamento em suas formas, solidez em suas aparições, etc., tal não significa que a dinâmica que constitui os fenômenos confirme aquelas aparências. É claro que uma árvore, uma flor, um coelho e mesmo o ser humano possuem formas específicas que se modificam desde a concepção até a morte individual. Evidentemente que há um "acabamento" das formas que é definido por um "determinismo" genético peculiar a cada ser vivo. É por esse acabamento provisório das formas que podemos distinguir os diversos fenômenos. Contudo, Freire parece se referir a um inacabamento específico da expressão vital enquanto inacabamento (ou inconclusão) participante dos processos vitais de geração e corrupção permanente do tecido vivo que jamais se consolida, jamais se extingue enquanto movimento próprio da "energia vital".

2) ID e Educação

A noção de Educação deve nos remeter ao entendimento freireano de que o ser humano é, por sua "natureza" inacabado, mas que tem consciência de sua inconclusão. Ou seja, "Onde há vida, há inacabamento. Mas só entre mulheres e homens o inacabamento se tornou consciente" (Freire, P. da Autonomia:55). Assim, a educação adquire o elevado propósito que é o de criar condições para que o ser humano possa desenvolver sua criticidade e problematizar conscientemente seu inacabamento.

Porque o inacabamento humano é ao mesmo tempo fonte inesgotável de descobertas e possibilidades, portanto, um devenir que jamais se estanca pelo movimento mesmo da dinâmica ontológica do real que o configura e que se realiza através nos processos históricos e mediação com o mundo. Nisto também reside a esperança ontologicamente constituinte do humano, exatamente porque o humano, enquanto inconcluso, é pleno de possibilidades: a esperança participa ativamente da dinâmica do real porque é no movimento do próprio real que o possível se realiza.

A educação, em seu sentido genérico, é interdisciplinar em si mesma. Ela, a educação, se realiza em toda forma de manifestação cultural. Não tem limites. Não tem fronteiras estanques. Não tem uma definição isolada do contexto social e político. A educação é causa e efeito da práxis humana: é uma invenção do humano enquanto realizador de cultural que, por sua vez, é cultural porque educado conforme a cultura que o define. A ID é também uma característica própria da natural curiosidade humana, portanto, inscreve-se no horizonte das interações que organizam o conhecimento e condicionam a especificidade cultural do humano. Estando, portanto, ontologicamente imbricada com o conhecimento manifesto da curiosidade humana, a ID corporifica-se em forma de educação e é pela educação redefinida em/como um saber que se retotaliza.

É quando a educação se define enquanto processo disciplinar que ela passa a se ressentir de sua ontogenia, ou seja, de sua origem interdisciplinar. Se, por um lado, a disciplina oferece um grau de fecundidade epistemológica graças à sua autogenia, e assim promovendo um conhecimento verticalizado, isto é, específico, aprofundado, particular em direção ao objeto de conhecimento, por outro lado a disciplinarização do conhecimento, na medida em que não dialoga com o conjunto das manifestações da realidade em que o saber se organiza impossibilita a concepção de unidade do conhecimento.

É verdade, porém, que a fragmentação do conhecimento a partir das subdivisões contínuas e necessárias ao saber "científico" operou uma extraordinária e, possivelmente, antes, inconcebível intervenção humana nos fenômenos manifestos da natureza. Descobertas obtidas com os mais diversos métodos científicos ofereceram à humanidade um extraordinário avanço no "domínio" das forças da natureza, na descoberta de suas "leis" e na manipulação de seus constituintes relacionais, favorecendo o surgimento de técnicas cada vez mais apuradas para a obtenção, controle e utilização dos recursos naturais disponíveis. O conhecimento instrumentalizado, refém das pesquisas científicas ligadas aos interesses de recrudescimento do controle de classe das sociedades operou, simultaneamente, a consolidação do espírito positivista que legitimou as formas de apreensões parceladas do real (sendo este somente o transparente, o visível, o manipulável, o mensurável e, na esteira do social, o harmônico, o não-patológico, o consensual, etc.) de sorte que o alto preço da conquista do conhecimento humano foi pago pelo acúmulo de conseqüências danosas em nível planetário. A antinomia existente entre a fragmentação do real para dele nos acercarmos e, nesta medida, dele nos afastarmos, isto é, o paradoxo entre a busca do conhecimento do todo a partir de sua fragmentação só pode ser sanável a partir de uma urgente revisão dos nossos procedimentos epistemológicos. E isso requer um retorno à compreensão de que o real, o conhecimento e a educação são por natureza interdisciplinares.

Porém, o inacabamento humano na perspectiva freireana nos oferece aquela esperança fundamental de resgatarmos ou mesmo reconstruirmos o mundo na medida em que somos objetivamente capazes de ordenar/desordenar o que se ordena e organizarmos melhor o mundo em que vivemos naquilo que a ética nos solicita enquanto educadores. "Daí", registra Paulo Freire, "a minha recusa rigorosa aos fatalismos quietistas que terminam por absorver as transgressões de uma ordem perversa, irresponsabilizando-a por sua malvadez, ao atribuir a 'forças cegas' e imponderáveis os danos por elas causados aos seres humanos" (Freire, P. da Autonomia:113).

Por fim, enfatizo, a educação, no horizonte da interdisciplinaridade, tem, para Paulo Freire, um compromisso marcado com a permanente releitura do real enquanto momento privilegiado de apreensão significativa da totalidade em contínuo processo de construção. Retotalizar o real enquanto providência interdisciplinar possibilita o resgate histórico e hermenêutico da organização social do conhecimento humano, favorecendo a necessária abertura à consciência crítica no âmbito de todo processo pedagógico e sua dimensão política. Na medida em que a educação realiza-se em sua interdisciplinaridade inerente através da práxis ela transcende seus objetivos imediatos e disciplinares, uma vez que recoloca a inconclusão do humano no amplo domínio de sua finitude como ser consciente e responsável pelo seu destino. Portanto, a Educação, na medida em que torna possível desmistificação do real como uma fatalidade determinada torna possível a compreensão das diversas esferas da realidade do conhecimento como o movimento de uma totalidade interdisciplinar que se refaz e que jamais se estanca em seu dinamismo transformador, tornando possível ao ser humano humanizar o mundo em que vive a partir de valores que o dignifiquem como um ser ético capaz reinventar criticamente a convivência entre si e com a natureza, num compromisso a um tempo de respeito e amor.


Bibliografia

FREIRE, Paulo, Pedagogia da autonomia.: saberes necessários à prática educativa. 6.ed. Rio de janeiro; Paz e Terra, 1997.
___________. Pedagogia do oprimido. 22.ed. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1987.
NOGUEIRA, Adriano (org.). Contribuições da interdisciplinaridade para a ciência, para a educação, para o trabalho sindical. Petrópolis(RJ):Vozes, 1994.


 
 
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