... Edição: 2007 - Vol. 32 - No. 01 > Editorial > Índice > Resumo
 
Educação e agressividade humana: um tema aberto! Entre!

Roque Strieder*
Kelli Negri**
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O estudo é uma investigação sobre o ser humano e tem como objetivo uma melhor compreensão da pré-disposição para a agressividade. Visa a entender melhor os aspectos da transformação do homínida num ser agressivo maldoso e cruel. A referência fundamental é a antropologia e seus argumentos para explicar como a agressividade voltada para fora – contra outros animais - volta-se contra a própria espécie. As questões investigativas: por que os homínidas se tornaram agressivos? O que a mudança do hábito alimentar, de onívoro para carnívoro assassino, tem a ver com a questão da violência, do ódio e da crueldade? Refletimos sobre as polêmicas vertentes da agressividade, congênita para alguns e cultural para outros. Destacamos como resultados que o Paraíso era um modo de vida baseado na matrística, ou seja, na colaboração e na ajuda mútua e, que a emoção da propriedade é fonte de agressividade. Se a apropriação implica em negar o acesso de outros animais e de outros humanos às fontes de alimento, ela gera concepções de exclusão, instala a desconfiança, a insegurança e cria a emoção da inimizade. A esperança reside em: a) reconhecer a existência de motivações ideológicas nas justificativas de que a essência humana é agressiva e que as relações com outros são competitivas; b) há algo no ser humano que, para muito além das apostas conflitivas, caracteriza-o como ser, desejando a convivência com outros seres humanos: a trilha do amor.

Palavras-chave: Agressividade. Educação. Humanização.

 
* Doutor em Educação pela Unimep/Piracicaba/SP. Professor e pesquisador do programa de mestrado em Educação da Unoesc.
** Acadêmica do Curso de Psicologia da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste/SC.
 
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